Desde do lançamento, em dezembro passado, venho observando as enormes filas e a grande procura pela obra cinematográfica mais cara já produzida e a mais revolucionária no tocante aos recursos tecnológicos, ali, bastante explorados. É a arte da projeção de imagens criando um movimento quase real. Simplesmente fantástico!! Não tanto pelo conteúdo em si, mas, sim, pela forma que se propõe como uma nova linguagem de se fazer e de se assistir os filmes neste novo milênio. Confesso que narrações de histórias de ficção científica nunca foram alvos de minha preferência. Não faziam parte do meu espaço real ou virtual. Entretanto, movida pela curiosidade fui assitir, ontem à noite, o épico Avatar. Se a intenção do cineasta de origem canadense era levar o espectador a sonhar num grande sonho coletivo e, assim, num mundo criado a partir da sua fértil imaginação provocar um turbilhão de sentimentos e sensações que nos levam à reflexão, creio (e o digo por mim), que James Cameron, magistralmente, conseguiu. A sala do cinema estava lotada. Todos com os óculos escuros para captar as imagens em três dimensões (3D). Cameron é um apaixonado e como não dizer um obcecado por novidades tecnológicas, eletrônicas e de exploração espacial. Trata-se de um geek como dizem na gíria inglesa. Desde novo a sua imaginação já transitava pela criação de outros mundos. Embora, tenha trabalhado em outras áreas, é graduado em Física, tendo iniciado, também, (mas não concluído), seus estudos em Filosofia. É um curioso por natureza e definição. Imagine o que não faria nas aulas de Cosmologia. O vocábulo “cameron” originado do gaulês (língua antiga que deu origem ao francês) conota o ser “nariz torto”. O nariz do famoso diretor não sei se tem esta nota, todavia, com certeza, o seu extraordinário talento e persistente capacidade não possuem tal marca. Logo, não é de se espantar que os filmes por ele dirigidos entre os quais, O Segredo do Abismo, Aliens – O Resgate, O Exterminador do Futuro 1 e 2, O Julgamento Final, True Lies, e, em destaque, sucesso absoluto do inesquecível Titanic, e, agora, o fasciante e já recordista de bilheteria Avatar, tenham com louvor escrito, definitivamente, seu nome na história do cinema mundial. O sucesso e o êxito sem dúvida são frutos de um grande trabalho de pesquisa, de estudo, de exercício contínuo, talento, paciência e capacidade de acreditar e fazer acontecer. Dispensável dizer que, pelo menos para mim, o conteúdo mesmo fantasioso trouxe várias reflexões em torno da destruição de nosso planeta, da ganância, da falta de respeito, da falta de ética e responsabilidade, enfim, do reinante egoísmo da nossa raça. Deu vontade de não despertar daquele sonho. Pois, ali, em Pandora a vida e a harmonia entre os seres, os Na'vi e os avatares do bem faziam todo sentido. Será que, um dia, construiremos uma verdadeira Pandora onde todos os seres, realmente, façam parte de uma só alma de amor e fraternidade?! Até quando desrespeitaremos a vida no planeta?! O quê deixaremos para nossos filhos, netos, bisnetos?! Cada um deve encontrar as suas respostas e/ou apresentar novas indagações que nos remetam, novamente, à grande “Árvore da Vida”. Assim, como sabiamente tem proposto o filósofo e economista francês, Serge Latouche no tocante à necessidade do que ele denomina "descrescimento sustentável". Enfim, na linguagem Na'vi interpretada a nossa maneira, dizemos: “Obrigada grande irmão James Cameron. O grande guerreiro nos revelou os valores essenciais da vida”! É, você foi a “bolsa cameron” que nos apresentou a nova câmera cinematográfica, abrindo nossos olhos para enxergarmos com um novo olhar o Cameron no espetacular Avatar!! Vamos aguardar, daqui a pouco, o seu novo filme, em outro gênero, que revelará ao mundo a história do falecido Tsutomu Yamaguchi, o sobrevivente de Hiroshima.
* Escrito em janeiro 2010
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O pai das telecomunicações
É este o título e a homenagem que deve merecer o ilustre padre inventor e cientista nascido na segunda metade do século XIX aos 21 de janeiro de 1861 nesta cidade de Porto Alegre. No ano de 2011 completará 150 anos do nascimento daquele sacerdote que foi o quarto filho de uma família de quatorze irmãos cujos pais, Inácio José Ferreira de Moura e Sara Mariana Landell de Moura, possuiam ascendência inglesa. Pe. Roberto Landell de Moura era antes de mais nada um livre pensador; um profícuo inventor; um cientista nato. E as provas estão, aí, para que todos vejam e constatem. Foram inúmeras contribuições e inovações. Basta citar algumas apenas: foi o pioneiro na radioemissão e telefonia por rádio (por isso é o patrono dos radioamadores do Brasil); precussor na transmissão de imagens (a televisão) teletipo à distância e tantos outros trabalhos, pesquisas e estudos. Aliás, o padre em questão era detentor de um balizado arcabouço teórico aliado a um espantoso lado pragmático que o orientava na construção e na operacionalização de suas úteis invenções. Landell fazia acontecer a necessária união entre teoria e prática. Pois o sacerdote gaúcho “teorizava a vida e vivenciava a teoria”. Além disso, por vocação ministerial e mística era um ardoroso pastor que amava os seus fiéis com estimada e paternal atenção. Todavia, os grandes homens, geralmente, não são compreendidos por seus pares. Não são compreendidos nem apoiados pelas autoridades que pouco caso dispensam aqueles que pelo espírito, pela mente, pelas idéias inovadoras, encontram-se muito à frente do seu tempo e lugar. E com o Pe. Landell de Moura não foi diferente. O peregrino das ciências físicas e metafísicas não recebeu nenhum suporte e aos 67 anos, em 30 de junho de 1928, faleceu, anonimamente, no Hospital da Beneficiência Portuguesa de Porto Alegre, acometido por uma tuberculose. Pelo pouco que li a respeito da figura carismática do Pe. Landell, ainda que houvessem os que o consideravam um “louco e desvairado”, (julgamento próprio das mentes pequenas que não enxergam um palmo à frente do próprio nariz, que dirá erguerem as cabeças enterradas na areia do próprio chão das suas ignorâncias para longe avistarem o horizonte da genuína sabedoria...), ele foi um homem, um sacerdote, um pastor, um ser humano, também, muito querido pelas pessoas que com ele conviveram ou de alguma forma se encontraram com aquele “apóstolo do Cristo”. E é por estas razões, por sua inteligência inventiva provada e comprovada em suas descobertas e invenções de muita utilidade para a humanidade, pela personalidade carismática e caridosa, por todo seu esforço, estudo, pesquisa e ciências, é que com muita alegria anunciamos o início desde, ontem, do acontecimento de eventos alusivos a comemoração no ano que vem do sesquicentenário do seu nascimento. Convocamos, ainda, a população de Porto Alegre, do Rio Grande do Sul, de todos os Estados do Brasil, a aderirem a um abaixo-assinado elaborado pelo Movimento Landell de Moura (MLM), composta por radioamadores, preenchendo o formulário na http://www.mlm.landelldemoura.qsl.br/abaixo_assinado.html e clamando bem alto SIM façamos justiça à memória daquele brilhante brasileiro com o reconhecimento pelas autoridades nacionais e internacionais da mais que merecida, ainda que póstuma, atribuição da nota que de fato ele, magistralmente, o foi, a saber: o Pai das Telecomunicações!! Façamos a nossa parte. Sintonizemos as ondas do nosso “rádio” interior e lhe prestemos esta justa homenagem.