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Pela ruas virtuais
   
 





CÉLIA Ferreira Lopes da Cruz LABANCA nasceu no Recife. É bacharelada em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco. – Foi Assessora Jurídica do Estado. – Criou e coordenou os primeiros “Cursos de Atualização da Mulher” realizados em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco, e o Cecosne. – É Diretora do Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco - MAC.PE. – Dirigiu as Galerias Artimagem e Artespaço, tendo realizado exposições de artistas pernambucanos em vários Estados do país. – Coordenou o “Projeto Umbral – Mulher, Tradição e Ultrapassagem” criado pelas artistas plásticas Ana Veloso e Virgínia Colares, citado por Ana Mae, na Revista de Estudos Avançados da USP, Universidade de São Paulo/1996. - Coordenou o “Projeto Artes & Artistas - O que foi feito na Década de 70?" criado pelo Diretor de Museologia do MAC.PE, arqueólogo e historiador Plínio Victor. Para lá também, criou e coordenou o "Projeto Briancartes" dirigido às crianças das favelas do Recife que para o Museu deixaram enorme acervo da expressão plástica decorrente de suas experiências no projeto. – É curadora. – É autora de textos sobre artes e artistas-plásticos(as). – Apresentou quadro sobre Artes Plásticas no Programa “Repórter Celpe” da TV Pernambuco.  – Foi redatora da coluna “Jovens” do Jornal do Commércio. – Tem artigos publicados pelo Jornal do Commercio, sendo um deles transcrito para os Anais da Assembléia Legislativa do Estado; pelo Jornal Folha de Pernambuco, entre outros. - Participou como debatedora em programas de rádio e televisão, de atualidades e conhecimentos gerais. – Na área de Assistência Social foi Presidente da Cruzada de Ação Comunitária em São Lourenço da Mata, PE, onde criou e coordenou projetos de inclusão como o “Brigada Mirim”; “Criança Produz”, e o "Programa Esportivo Extra Escolar" que atenderam a mais de cinco mil crianças e adolescentes entre dez e dezoito anos de idade - É representante da Rede de Escritoras Brasileiras - REBRA, em Pernambuco. -  Tem o título de "Grão Mestre da Ordem dos Guararapes" outorgado pelo Governo do Estado em 1991, por serviços prestados à cultura de Pernambuco. - É portadora do "Diploma Literário Mulheres que Mudaram a História de Pernambuco" outorgado pela Casa da Imprensa, com o apoio da  União de Escritores Brasileiros - UBE.PE, da Rede de Mulheres Rurais da América Latina e do Caribe, do Fórum das Mulheres Advogadas do Mercosul, do Gabinete Português de Leitura, e da Cooperativa das Médicas do Brasil, em 2010. - Tem o livro "Aminta" citada pelo autor Abdias Moura, membro da Academia Pernambucana de Letras, na  sua obra "O Recife dos Romancistas" da Editora Facform, em 2010. - Tem artigo sobre seu livro "A História Comum de Uma Mulher Qualquer" assinado pelo Presidente da Academia Brasileira de Letras, escritor Marcos Vinícios Vilaça, no Jornal de Brasil, em 2006.
 
Bibliografia:
 
ROMANCES:

A HISTÓRIA COMUM DE UMA MULHER QUALQUER - Editora Bagaço, PE.

AMINTA - Editora Bagaço, PE.

A NOITE TEM RAZÃO - UMA HISTÓRIA REAL QUILOMBOLA - a ser lançado em maio de 2011.


ANTOLOGIAS:


TALENTO DELAS
- Coordenação Joyce Cavalccante, Presidente da REBRA - Selo SER da REBRA - Scortecci Editora , SP.

CAMINHOS DO CORAÇÃO - Coordenação Scortecci Editora - Oficina do Livro , SP.

TALENTO BRASILEIRO EM PROSA E VERSO - Coordenação Joyce Cavalccante. Selo SER da REBRA - Scortecci Editora, SP.

CEIA DE NATAL E OUTRAS CEIAS - Coordenação Laura Areias. Editora Bagaço, PE.

PECADOS DE NATAL  - Coordenação Joyce Cavalccante. Selo SER da REBRA - Scortecci Editora, SP.

O PLANETA FEITO QUINTAL - Coordenação Lourdes Nicácio e Silva; Lúcio Ferreira, e Telma de Figueiredo Brilhante -  Editora Novo Horizonte, PE.

SILÊNCIO DE DEUS -
  Coordenação do Poeta Tarcísio Laureano dos Santos. - Editora Livro Rápido, Recife, PE.

ANTOLOGIA  DE CONTOS REBRA 2009 - com o Conto A POESIA QUE VIVEMOS JUNTOS. – UMA HOMENAGEM A PABLO NERUDA - Editora Espanhola Lengua de Trapo,


CONTOS E TEXTOS:


Publicados nos sites: www.celialabanca.com.br - www.rebra.org  - no Jornal do Commercio de Pernambuco; Jornal Folha de Pernambuco; Revistas, Catálogos, e como editora e redatora do "O INFORMATIVO" do Movimento "ARTE & CIA", no Recife, PE.


celialabanca@hotmail.com

http://rebra.org/escritora/escritora_ptbr.php?id=1400


AMEAÇA

 

Ameaça: é o signo sob o qual está sendo escrita a história contemporânea, e a futura da humanidade. – Como se já não bastassem a fome, a falta d’água, o analfabetismo, a exclusão social; as doenças sexualmente transmissíveis, as incuráveis;  os desentendimentos e as ganâncias políticas; o tráfego, as drogas,  a corrupção, a demagogia, a mentira, as guerras, as bombas; as crises econômicas, os monopólios, as ditaduras; os preconceitos ainda insistentes e desnecessários contra a mulher, as ideologias, as raças, e as orientações religiosas e sexuais dos gêneros; o efeito estufa, os desmatamentos, a violência, a matança de animais, as catástrofes naturais, as ameaças nucleares... Todas se autofecundaram? Ou cada um de nós tem algumas responsabilidades nos seus nasceres? Na sua sustentação?

 

Declaro-me agora, como capaz de não abrir mão da minha “rebeldia” cidadã, como mulher e mãe, e me permito a conclamar a todos os meus conterrâneos a pensarem, debaterem, e se posicionarem contra a instalação de uma usina nuclear em nossos rincões, mais precisamente, no Município de Itacuruba, como informam e querem.  – Para tanto, havemos de considerar a insegurança, e os seus preços em dólares e em vidas, enquanto os convido também a raciocinarem comigo sobre o que segue. – Não trato aqui sobre profecias, alarmismos, ou apocalicismos. Trato sob dados da realidade. 

 

Que tipos de seres somos nós que permitimos e nem ao menos questionamos tais ameaças tão dolorosas como as que temos vivido, e que são temas tão universais, a não ser depois da tragédia do Japão? Que coisa é esta que nos mantêm anestesiados como estátuas de gelo em nossas individualidades deixando transparecer em nossos olhares a representação dos papéis, mal representados, que insistimos em manter diante de nossas próprias vidas, e da vida no planeta? Que coisa inédita é esta, porque inexplicável, que faz com que cada uma das pessoas seja incapaz de se aperceber da própria inércia? Que desmando é este que faz com que cada um se mostre renovado e feliz, mesmo que esteja claro na leitura de seus atos e ações, a insensatez que comete mentindo para si próprio, como se nada estivesse havendo no mundo agora? Ou como se todo o passado não tivesse existido? Que inconsciência é esta que subtrai possibilidades, comprometimentos, e mudanças? Que tantas crenças limitantes existem que não nos permitem ultrapassá-las? – Sinceramente, não sei! Mas, com certeza, é tudo propriedade da indigente condição humana, e do desconhecimento da efemeridade; que não é só do outro, ou do que foi circunstancialmente atingido.

 

Confúcio disse que sábio, não é o que sabe das coisas, mas o que lê os sinais. – A natureza, de todas as formas, nos tem mandado avisos claros, para além de quaisquer sinais, espalhando-os por todos os continentes, indiscriminadamente, dizendo que é hora de parar. E parar, não significa regredir ou retroceder. Parar, nessa hora, significa limitar o desatino, o desvario. Significa que pensar sobre o que realmente se vê e se vive é uma atitude civilizada, madura, e indispensável, apesar de Shakespeare que disse haver muito mais entre o céu e a terra do que possa pensar nossa vã filosofia! – É não ser omisso, porque, com a omissão sim, a sociedade regride, como li um dia desses num outdoor.

 

Também não é hora de repensar. Não temos mais tempo. Ele urge no sentido de tomarmos uma decisão: ou energia limpa, ou candeeiros e velas! – Mesmo que possam considerar tal afirmativa radical, como ela é. Mas, é bom que se entenda que a vida humana é pelo menos, comum de dois. Não dá para ser diferente. Exatamente como ela, no seu sentido mais definitivo, é única e una com o universo. Não temos por isso o direito de continuar sob a iminência da destruição de nós mesmos, e dela, desde os microorganismos...

 

Os dados estatísticos demonstram, de maneira inequívoca, que todos os fenômenos da natureza vêm crescendo de maneira ininterrupta. De acordo com a ONU, o número das catástrofes naturais no mundo inteiro vem aumentando nos últimos trinta anos numa taxa média anual de 6%. Há instituições oficiais que já trabalham com a expectativa de que em 2030 possa haver até 54 países usando energia nuclear, quando hoje são 29. – Com a nossa condescendência? – Isto para mim, é trabalhar sob ultimato, e dos piores!

 

O Japão está devastado, e não há mais como evitar; o Haiti ainda não se refez; o sul do Brasil e o centro sul têm sofrido horrores; outros países também. Todos identicamente, se considerarmos as vidas perdidas, os patrimônios, os prejuízos, o medo definitivamente instalado. – O que falta então para nos perguntarmos o porquê de com tanta tecnologia, tantas pesquisas, e tantos cientificismos, até exatamente agora, não se consegue, por exemplo, não só, não prever, como não evitar tamanhos flagelos? Será que só aprendemos a destruir e devastar o planeta, e não encontramos mais, de volta, o caminho dos sonhos?

 

O Japão, é a prova. Preparou-se fundamentalmente para a defesa, e para reduzir riscos, e não conseguiu reconhecer onde e porque ocorreram as explosões nucleares de lá, que somente aumentam os índices de contaminação, não obstante todos os cuidados tecnológicos tomados. – A França já se manifestou cautelosamente mesmo tendo cinquenta e oito reatores em seu território; o Brasil tem duas usinas, e projeta ter 9. A Áustria já se manifestou contra, a Itália suspendeu seus programas desde a década de 80; a Alemanha, e a Suíça suspenderam seus contratos para novas. E nós, vamos continuar? – É no mínimo, absurdo!

 

Somos um país pródigo em ventos, água, sol. Por que não investimos na energia limpa que eles, como matérias primas, nos presenteiam? – Ora, por favor! E ainda propõem uma usina nuclear para Pernambuco? Francamente, é demais! Aceitando vamos apenas continuar na indigência que nos trouxe até aqui, e não nos fez feliz.

 

Para concluir e para se entenda melhor as questões aqui levantadas, temos outra ótica: é preciso que se saiba ainda que a vibração planetária é afetada e intensificada pela consciência de cada um de nós. Assim é que, cada um que despertar para a consciência de Deus, elevará a vibração do planeta. Isso significa aprender a respeitar, a amar, ter esperanças, e generosidade. Perdoar, compreender, e transformar. Nunca calar. Senão, não se sai da penumbra!

 

Portanto, pensar sobre o que estamos vivendo, é uma questão indispensável de ecologia pessoal, e existencial.